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30 Dic 2014

Graça, a forte Destacado

Escrito por  247
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Graça Foster, presidente da Petrobras, resistiu a um dos mais cruéis e intensos bombardeios midiáticos comandados pela Organização dos Marinho “et caterva”.

 

 

 

 

 

 

Graça, a forte

247

Usado na campanha eleitoral para definir a capacidade de a presidente Dilma Rousseff superar situações difíceis saindo mais forte de cada episódio, como comprovou o resultado final, o termo resiliência também cai à perfeição para a presidente da Petrobras, Graça Foster, personagem de capa da nova edição da revista Brasil 24/7 no Flipboard (leia aqui).

Quando observadores políticos e econômicos davam a queda de Graça Foster  como favas contadas, na semana passada, eis que ela não apenas foi mantida no cargo, como saiu de uma crise midiática fortalecida.

Para chegar a esta situação, dois fatores tiveram grande peso: a confiança de Dilma, é claro, e o desempenho da companhia o setor de exploração de petróleo. Na gestão de Graça, a estatal tornou-se a única petrolífera do mundo a aumentar, nos últimos seis anos, sua própria produção de petróleo.

Defensora do atual modelo de partilha do pré-sal, que tornou a estatal brasileira associada das gigantes Shell e Total e das chinesas CNPC e CNOOC, Graça é uma executiva que, assim que chega ao seu gabinete, convoca os responsáveis pela produção para apurar a evolução da extração.

Com atenções voltadas para este setor, ela pôde anunciar, na última terça-feira 23, a quebra de mais um recorde. A Petrobras acabara de obter a retirada de 700 mil barris/dia no pré-sal, superando as previsões mais otimistas.

CHUVA DE PEDRAS NA MÍDIA

Exposta à mídia, Graça também venceu o que se pode chamar de uma luta de vale tudo promovida pela Rede Globo. No programa Fantástico, no domingo 21, e, no dia seguinte, em rigorosamente todos os seus telejornais, a emissora dos três irmãos Marinho despejou sobre o público a repetição, à exaustão, de uma entrevista da ex-gerente Venina Velosa, toda ela feita para acusar Graça de leniência com denúncias de corrupção. Quando obteve o direito de falar a respeito, na mesma Globo, Graça reposicionou a situação, garantido que jamais fora procurada por Venina com qualquer tipo de denúncia, mas que desvios nos padrões de procedimentos haviam sido apontados pela ex-gerente e encaminhados para apuração.

A versão de Graça convenceu a presidente Dilma, que já conhecia o conteúdo dos ataques de Venina. A Globo, afinal, não fora a primeira a entrevistá-la. Em análises de voz feitas pelo Instituto Truster a pedido do portal Diário do Centro do Mundo, as conclusões foram de que, nas respectivas entrevistas, Venina e Graça tiveram posturas díspares: a primeiro teria mentido, enquanto a segunda teria falado a verdade.

O certo é que a chuva de pedras despejada pela emissora não derrubou Graça. Em café da manhã com jornalistas, na véspera do Natal, a presidente Dilma fez uma pergunta que não quer calar, ao confirmar a  manutenção de Graça no comando da companhia:

- A quem interessa a demissão?, quis saber a presidente, deixando claro que uma troca na presidência da Petrobras, agora, seria muito mais do agrado dos adversários da companhia do que dos reais interesses dela.

A partir da evolução das investigações da operação Lava Jato, Graça foi surpreendida pelos fatos, mas não ficou de braços cruzados.

- Para que tudo isso viesse à tona, foi preciso uma investigação feita por vários órgãos, escutas telefônicas, tomadas de depoimentos oficialmente, era tudo encoberto, lembrou Graça na entrevista à Globo:

- A Petrobras não faz escuta telefônica, lembrou a presidente da companhia.

Para dar novos padrões de governança a empresa, Graça convocou reuniões que findaram na criação de uma diretoria de Compliance, que não existia, e, agora, toma corpo a decisão de verificação dos negócios da Petrobras por uma comissão de notáveis.

A presidente Dilma acredita que, pelo comprometimento demonstrado, Graça é quem tem  as melhores condições para chefiar o novo momento da estatal – exatamente porque, em sua administração, soube fortalecê-la no estratégico terreno da exploração de matéria prima.

Após um movimento especulativo em torno de nomes para o lugar da atual presidente, o Palácio do Planalto passou a vazar informações de que, ao menos até fevereiro, não haverá mudanças na cúpula da companhia.

CONFIANÇA INABALÁVEL

Em mais de uma ocasião, confirmada na duas pontas da notícias, Graça colocou seu cargo à disposição de Dilma, mas a presidente não deixou que essa linha de conversa prosperasse. Escolha da cota pessoal da presidente, Graça cumpre, no fundamental, o que Dilma queria dela – a exploração bem sucedida do pré-sal. Nos ataques ao cargo da chefe da companhia, não faltaram rumores sobre nomes e até mesmo especulações de mudança no modelo de partilha e de quebra no caixa da companhia. Em que pesem as dificuldades, será Graça Foster, e não outra pessoa, a enfrentar os problemas criados para a estatal com a roubalheira que está sendo descoberta.

A previsão é a da divulgação do balanço da companhia em 31 de janeiro. Se não estiver auditado, o resultado pode provocar a antecipação de vencimentos, contra a Petrobras, estimados em US$ 97 bilhões. Um efeito colateral será o rebaixamento da nota de crédito da empresa, a ser derrubado pelas agências de classificação de risco. Isso vai significar um aumento nas taxas de captação de recursos que a companhia precisar fazer nos mercados doméstico e internacional.

Ainda na véspera do Natal, Graça foi colhida pela notícia de que a cidade de Providence, nos Estados Unidos, decidiu colocá-la como ré, ao lado de 15 diretores da estatal e bancos que participaram do lançamento de títulos da companhia no exterior. Ao lado da informação de que a agência Moody´s colocou a nota da companhia em revisão, a notícia foi forte o suficiente para derrubar em 6% as ações da companhia na Bolsa de Valores de são Paulo. Porém, Graça já vem superando os altos e baixos da companhia na bolsa – e dificilmente situações já previstas como um novo processo e a mudança da nota irão mudar a opinião de Dilma sobre manter sua mulher de confiança no cargo.

Até a eclosão do escândalo em seus detalhes, Graça acreditava que a estatal não necessitaria tomar recursos para fazer frente aos seus compromissos. Essa é uma posição que prevalece. Até que as datas cheguem, o melhor parece ser, mesmo, acreditar nas informações dadas pela presidente da Petrobras.

Até aqui, quem duvidou e apostou no fim da gestão de Graça Foster à frente da maior companhia brasileira, perdeu a sua aposta. Ao contrário do que era o sendo comum, Graça é forte.

 

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