kaosenlared.net

sehansuscrito163  quedan837 Objetivo 1000 suscriptor@s! 
09 Ene 2015

São Paulo: Ato contra o aumento das passagens

Escrito por  Causa Operária
Valora este artículo
(0 votos)
Hoje, todos ao ato contra o aumento das passagens.Concentração às 17h em frente ao Teatro Municipal.Passe livre para toda a juventude e estatização do transporte público.

 

No final de 2014, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT) e o governador do estado, Geraldo Alckmin (PSDB) anunciaram o aumento da tarifa do transporte público, passando o preço unitário de R$ 3,00 para R$ 3,50, um acréscimo de 16,7%. O aumento é anunciado após três anos sem reajuste e com a revogação de um aumento, em junho de 2013.

Junto ao aumento, Haddad anunciou a instauração do passe livre para estudantes de instituições públicas dos três níveis de ensino e estudantes pobres de instituições privadas, o que englobaria 505 mil usuários, segundo a prefeitura.

No ensino superior privado, os alunos atendidos serão os participantes de programas do governo Prouni e Fies. A princípio, a cota de viagens gratuitas será de 48 viagens, após isto, será cobrado o valor normal de R$ 3,50.

Para os estudantes que não forem incluídos no passe livre, continuará valendo o meio passe, agora no valor de R$ 1,75, com a cota de acordo com cálculo feito pela Sptrans.

O estabelecimento do passe livre é uma reivindicação histórica dos movimentos sociais em todo o país, mas foi atendido em poucas cidades. Após as manifestações em 2013, algumas cidades estabeleceram o passe livre e a própria indicação de Fernando Haddad é uma consequência destas manifestações.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) manteve o mesmo aumento decretado pelo prefeito e afirma que pretende estender o passe livre para o transporte público de responsabilidade estadual, o Metrô, os trens da CPTM e os ônibus da EMTU.

O valor da integração subiu junto à passagem, ficando em R$ 5,45. As tarifas diária, semanal e mensal, criadas em 2013 como promessa de campanha de Fernando Haddad permanecem congeladas.

De acordo com o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) feito pelo IBGE, a inflação acumulada desde o último ajuste, em junho de 2013, quando o aumento de R$ 0,20 foi revogado, até dezembro de 2014 é de 9,35%, de forma que o aumento é superior ao aumento geral dos preços à população. Já a inflação usada pelo prefeito para afirmar que o aumento foi inferior ao IPCA, é em relação a 2011, quando houve o ajuste que passou de R$ 2,70 para R$ 3,00, em que a inflação acumulada é de 24%.

O argumento de Fernando Haddad para o aumento é que com a tarifa a R$ 3,50, o valor do subsídio pago às empresas de ônibus cairia de R$ 1,7 bilhão, pago em 2014, para R$ 1,4 bi. Praticamente todo ano o repasse de verbas para os tubarões do transporte batem recordes. Se o valor da passagem e o sistema de repasses fossem mantidos, neste ano, o valor poderia chegar a R$ 2 bi. Em relação ao orçamento total da prefeitura previsto para 2015, o subsídio para as empresas de transporte representa mais de 2%.

Diante deste quadro, se coloca a necessidade de lutar pela ampliação do passe livre, de forma que toda a juventude seja atendida por este direito sem qualquer limitação de cota, uma vez que não produzem riqueza no período dos estudos, assim como a população desempregada.

O alto subsídio pago pela prefeitura às empresas de ônibus mostra que o modelo atual é farsesco, só podendo existir através do parasitismo das empresas em relação ao Estado.

É preciso acabar com isto e estatizar imediatamente as empresas de transporte, colocando-as sob o controle dos trabalhadores e da própria população usuária.

Todos ao ato contra o aumento das passagens. Concentração às 17h em frente ao Teatro Municipal.

 

Modificado por última vez en Viernes, 09 Enero 2015 12:07

You have no rights to post comments